top of page

FIM como MEIO

coletiva

18.07.2026 - 29.08.2026

Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

E se o fim não for o oposto do começo?
É possível reconhecer um fim enquanto ainda estamos dentro dele? Existem fins silenciosos demais para serem percebidos? O que termina quando algo chega ao fim?
FIM como MEIO reúne 27 artistas convidadas a construir um movimento coletivo sobre diferentes experiências de fim. Não se trata de buscar uma definição, nem de estabelecer uma narrativa comum, mas de aproximar práticas que compreendem a finitude a partir de perspectivas distintas e, por vezes, contraditórias.
Há fins que dizem respeito ao corpo, à memória e ao luto. Outros atravessam discursos, sistemas de pensamento e estruturas de poder. Há fins inscritos na matéria, na paisagem e na luz; fins tecnológicos que transformam os modos de produzir, registrar e perceber imagens; fins de linguagens, de paradigmas, de formas de convivência e de imaginar o mundo. Alguns se anunciam de forma abrupta. Outros permanecem quase imperceptíveis, operando lentamente até alterar aquilo que parecia permanente.
Sem buscar reunir respostas, a exposição propõe um espaço de coexistência entre essas diferentes temporalidades e experiências. As obras atravessam questões ligadas à espiritualidade, às cosmologias, às epistemologias afro-diaspóricas, às políticas do corpo, às transformações tecnológicas e às mudanças culturais que reconfiguram continuamente nossas formas de existir.
Mais do que representar o fim, FIM como MEIO convida a permanecer junto às perguntas que produz, reconhecendo a multiplicidade de seus sentidos e as diferentes maneiras pelas quais transborda a experiência contemporânea.

bottom of page